Em mais uma agenda estratégica durante o Mobile World Congress (MWC) 2026, a Abrint esteve com representantes da NCTA (The Internet & Television Association), entidade que lidera a representação do setor de internet e televisão nos Estados Unidos. O encontro teve como foco a troca de experiências sobre políticas de espectro, a evolução das tecnologias Wi-Fi e os impactos regulatórios na expansão da conectividade global. O ponto central da discussão foi a destinação da faixa de 6 GHz.
A experiência norte-americana
Os representantes da NCTA compartilharam dados da experiência nos Estados Unidos, onde a disponibilidade total do 6 GHz para o Wi-Fi já apresenta resultados positivos. De acordo com a entidade americana, essa abertura reduz o congestionamento nas frequências legadas (2,4 e 5 GHz), elevando a confiabilidade e o desempenho da conexão para o consumidor final.
A NCTA ressaltou que o governo americano segue comprometido com a destinação integral da faixa, com a visão de tornar os EUA um líder mundial em Wi-Fi.
Foco no consumidor e inovação
Para a Abrint, o diálogo reforça a tese de que o Wi-Fi 7 e suas futuras gerações são os verdadeiros motores da experiência do usuário, uma vez que a maior parcela do tráfego de dados mundial trafega por redes sem fio locais. “Reforçamos que o debate do 6 GHz precisa garantir previsibilidade e escala. Isso é o que destrava investimentos, amplia a competição e acelera benefícios concretos ao consumidor”, afirmou o vice-presidente da Abrint, Basílio Perez.
Essa agenda reforça que a participação da Associação no MWC 2026 consolida o papel dos provedores regionais brasileiros no debate global, buscando alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais de conectividade e inovação tecnológica.