O segundo dia da Abrint no Mobile World Congress (MWC) 2026, em Barcelona, foi marcado por um avanço estratégico na agenda de conectividade social. Em reunião realizada nesta terça-feira, a Associação e a Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE) alinharam uma cooperação para acelerar a chegada da banda larga a escolas rurais e comunidades indígenas em áreas de difícil acesso no Brasil.
O encontro buscou integrar a capilaridade dos provedores regionais (ISPs) aos projetos de infraestrutura escolar. A proposta é que as empresas representadas pela Abrint, que já possuem presença física em municípios remotos, atuem como parceiras fundamentais na última milha da conexão, garantindo que o sinal de alta velocidade chegue efetivamente às salas de aula e aldeias.

A parceria foca na superação de gargalos logísticos e técnicos que historicamente dificultam a universalização do acesso. Para a Abrint, o movimento reforça o papel social do setor, indo além do provimento comercial para atuar como agente de transformação educacional e inclusão digital em regiões vulneráveis.
“O provedor regional é quem melhor conhece a topografia e os desafios de cada localidade. Unir essa expertise ao planejamento da EACE permitirá que a conectividade nas escolas rurais deixe de ser um plano e se torne uma realidade rápida e sustentável”, afirmou o líder do Conselho Administrativo da Abrint, Janyel Leite.
Para o diretor financeiro da Abrint, Euclydes Vieira, a cooperação também garante eficiência no uso de recursos. “Ao utilizar a infraestrutura que os ISPs já possuem nessas regiões, conseguimos levar internet de qualidade para áreas de difícil acesso com menor custo e maior agilidade técnica, promovendo toda a inclusão necessária e urgente”, pontuou.
Além do alinhamento com a EACE, a comitiva da Abrint segue com agendas voltadas à prospecção de novas tecnologias e à defesa de políticas regulatórias globais, mantendo o estande da associação como um ponto de referência para o mercado brasileiro no evento em Barcelona.
