O Global Symposium for Regulators (GSR), promovido pela International Telecommunication Union (ITU), se confirmou ao longo de mais de duas décadas como um dos principais espaços globais de debate sobre regulação e governança das telecomunicações. Se, em sua origem, o encontro estava mais centrado no papel do Estado e na atuação das autoridades reguladoras locais, sua trajetória passou a refletir a transformação do próprio setor, incorporando visões, experiências e contribuições de diferentes atores que hoje participam ativamente da construção do ambiente digital.
É justamente nesse contexto que a contribuição da Abrint ao GSR 2026 ganha mais importância. Como membro setorial da ITU, a Associação participa de uma discussão que já não se limita ao desenho formal das regras, mas alcança a forma como a regulação é pensada, aplicada e continuamente aperfeiçoada em um cenário marcado por inovação acelerada, interdependência tecnológica e novos desafios de inclusão, competição e desenvolvimento.
No documento apresentado à consulta, a Abrint defende que a governança digital precisa avançar para um modelo mais responsivo, proporcional e orientado por evidências. A proposta parte do entendimento de que regular mercados digitais, hoje, exige mais do que comandos normativos e medidas punitivas. Exige coordenação, capacidade de adaptação, instrumentos de incentivo, monitoramento qualificado e uma visão regulatória capaz de produzir resultados concretos para a sociedade.
Outro ponto da contribuição é a mudança de foco da simples oferta de infraestrutura para o uso efetivo da conectividade. Ao destacar a importância de indicadores ligados à adoção, à acessibilidade e ao impacto social dos serviços, a Abrint reforça que a transformação digital só se completa quando a conexão chega, pode ser paga, é utilizada de forma significativa e se converte em oportunidade real para as pessoas e para os territórios.
A participação da Abrint no GSR 2026 reflete, portanto, a evolução de um espaço que hoje se afirma cada vez mais como ambiente de construção conjunta entre Estados, academia, sociedade civil, indústria e setor privado. Nesse debate, a Associação leva a experiência brasileira e a perspectiva dos provedores regionais para defender uma governança regulatória mais colaborativa, mais eficiente e mais comprometida com a entrega de resultados que façam sentido no mundo real.
Acesse a íntegra da contribuição: https://tinyurl.com/nmnja2h5