Durante o MPN Fórum, realizado em 26 de junho, a Abrint, representada pela vice-líder do Conselho, Cristiane Sanches, defendeu alterações regulatórias no Brasil para ampliar as possibilidades de uso de redes privativas com licença do Serviço Limitado Privado (SLP).
Segundo Sanches, o debate sobre redes privativas se desdobra em questões regulatórias, que envolvem conflitos de interesse, escolhas estruturantes e riscos de fragmentação. Pontos intensamente discutidos no ambiente internacional que culminaram em padronizações e debates críticos sobre o New IP e o conceito de ManyNets na UIT-T, bem como suas repercussões no Grupo de Trabalho 1 da UIT-D.
No entanto, embora o Brasil seja um dos grandes cases de redes privativas do mundo, ainda existem limitações do ponto de vista regulatório, especialmente quando comparadas com experiências na Alemanha, Japão e Reino Unido. Assim, do ponto de vista do uso de espectro, a vice-líder defendeu a necessidade de visões mais flexíveis para garantir sua utilização eficiente, com base em modelos dinâmicos, compartilhados e oportunísticos.
Também foi discutido o papel real do 5G, ressaltando a necessidade de se compreender a conectividade de forma multi-tecnológica, com menção ao modelo Access Traffic Steering, Switching & Splitting (ATSSS). Ao final, foram destacadas as principais variáveis técnicas que orientam a escolha tecnológica para redes privativas, como cobertura, disponibilidade (uptime), número de dispositivos conectados e latência.