A Anatel acaba de publicar novo Relatório de Monitoramento da Competição (2º trimestre de 2025), confirmando o que os provedores regionais e consumidores já sentem na prática: a banda larga fixa é hoje o setor mais competitivo do mercado de telecomunicações brasileiro. Segundo o documento, o setor se mantém como o mais competitivo entre todos os serviços regulados, com indicadores atualizados que refletem a alta fragmentação do mercado, a diversidade de serviços e a expansão contínua dos provedores regionais.
Segundo a Agência, as PPPs seguem ampliando sua presença e agora detém mais de 56% do market share nacional da banda larga fixa, superando com folga as grandes operadoras. Esse crescimento vem sendo registrado de forma ininterrupta desde 2020 e reforça a importância cada vez mais estratégica dessas empresas para a conectividade no país. No total, são mais de 22,5 mil prestadoras ativas no setor, com 11.951 atuando com autorização formal da Anatel e outras 10.523 com dispensa de outorga.
Outro dado de destaque do relatório é o Índice Herfindahl-Hirschman (HHI), utilizado para medir a concentração de mercado. No caso da banda larga fixa, o índice está abaixo de 0,07, o menor entre todos os serviços regulados pela Anatel e muito abaixo da meta de 0,15 estabelecida como parâmetro estratégico até 2027. O relatório destaca que nem mesmo os recentes movimentos de fusões e aquisições foram capazes de alterar esse cenário, uma vez que a presença pulverizada das PPPs ainda mantém a competitividade em níveis elevados.
O avanço das empresas de menor porte tem sido determinante para o aumento da concorrência real e da inclusão digital, especialmente em áreas onde antes não havia oferta, como zonas rurais, pequenas cidades, regiões periféricas e territórios de difícil acesso. Para a Abrint, os resultados divulgados pela Anatel confirmam tecnicamente o que a Associação já tem defendido junto aos reguladores, parlamentares e formuladores de políticas públicas: as PPPs são os protagonistas da expansão da infraestrutura digital brasileira.
Portanto, o relatório da Anatel evidencia que a força das PPPs é resultado direto de um trabalho consolidado ao longo dos últimos anos, marcado pela presença local, atendimento qualificado e compromisso com as comunidades atendidas. Trata-se de uma realidade que precisa ser reconhecida, valorizada e protegida por todo o ecossistema regulatório e institucional do país. A Abrint seguirá firme na missão de representar esse setor que conecta o Brasil de verdade.
Veja o documento na íntegra: Relatório de Monitoramento da Competição – 2T2025