Representada por seu presidente, Breno Vale, a Abrint participou, nesta quinta-feira (30), do painel de especialistas promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que discutiu os impactos dos serviços digitais na infraestrutura e nos serviços de telecomunicações. O encontro reuniu representantes de diferentes segmentos do setor para avaliar os desafios decorrentes do crescimento do consumo de dados e da transformação do ecossistema digital.
Durante a sua apresentação, Breno destacou o papel estratégico dos provedores regionais na expansão da conectividade e na inclusão digital no Brasil. Em complemento, ele ressaltou que os provedores regionais têm sido responsáveis por levar redes de fibra óptica ao interior do país e a áreas rurais, promovendo investimentos em infraestrutura, ampliando a competição e oferecendo acesso à internet de alta velocidade em localidades onde, muitas vezes, as grandes operadoras não estão presentes.
Além disso, o presidente chamou atenção para a crescente demanda por capacidade das redes, impulsionada pela popularização de plataformas de vídeo, redes sociais, jogos, inteligência artificial e serviços em nuvem, além da migração dos serviços tradicionais de voz e SMS para aplicações baseadas na internet. Segundo dados apresentados, as redes fixas responderam por 88,4% de todo o tráfego de dados das Américas em 2024, evidenciando seu papel essencial para a economia digital.
A apresentação também abordou a importância dos Pontos de Troca de Tráfego (PTTs), que permitem a interconexão direta entre redes, reduzindo custos e aumentando a eficiência do tráfego de dados, e das Redes de Distribuição de Conteúdo (CDNs), consideradas fundamentais para melhorar a qualidade da internet. Breno ressaltou, entretanto, que a expansão dessas estruturas deve ocorrer em um ambiente competitivo, transparente e que preserve os incentivos aos investimentos em infraestrutura de telecomunicações.
Ao participar do debate, a Abrint reforçou sua contribuição técnica para a formulação de políticas públicas e para o fortalecimento do ambiente regulatório, destacando a importância de um modelo que incentive investimentos, preserve a competição e assegure a expansão da conectividade em todas as regiões do país.