A Abrint participou do DSA Global Summit 2026, a convite da Dynamic Spectrum Alliance (DSA), realizado entre os dias 20 e 22 de outubro, em Londres, no Reino Unido. Representada pelo conselheiro Erich Rodrigues e pelo gerente de Relacionamento Institucional, Rhian Duarte, a Associação integrou o painel sobre inclusão digital, na qual apresentou a experiência brasileira na expansão da banda larga e destacou como a concorrência, o empreendedorismo local e um ambiente regulatório favorável contribuíram para consolidar os provedores regionais como protagonistas da conectividade no país.
Durante o debate, Erich ressaltou que a experiência brasileira oferece aprendizados relevantes para outros mercados, especialmente quanto ao papel da concorrência na ampliação do acesso à internet. Segundo o conselheiro, a inclusão digital também depende de condições regulatórias que favoreçam o desenvolvimento de diferentes modelos de negócio. “Preservar um ambiente competitivo e promover o uso eficiente do espectro são medidas importantes para ampliar esse alcance”, destacou.
O conselheiro também destacou que os provedores regionais ampliaram a conectividade por meio de modelos de negócio adaptados às demandas locais. A proximidade com os clientes, o conhecimento das necessidades de cada mercado e a flexibilidade dos investimentos permitiram a expansão das redes, inclusive em municípios menores e áreas menos atrativas aos modelos tradicionais de investimento.
Outro tema abordado foi a importância de políticas de espectro que favoreçam a concorrência, a inovação e a inclusão digital, especialmente diante das discussões sobre o futuro da faixa de 6 GHz. Segundo Erich, as decisões sobre a destinação e as condições de compartilhamento do espectro influenciam o desenvolvimento tecnológico, as oportunidades de entrada de novos agentes no mercado e a expansão da conectividade para populações ainda pouco atendidas.
No contexto brasileiro, Erich chamou a atenção para as discussões sobre a revisão da destinação da faixa de 6 GHz e ressaltou a importância de explorar mecanismos de compartilhamento e coexistência entre tecnologias, em vez de tratar o Wi-Fi e as redes móveis como alternativas excludentes. Essa abordagem permite considerar os impactos das decisões sobre o espectro na concorrência, nos modelos de negócio e na ampliação da conectividade. O conselheiro também destacou que tecnologias como fibra óptica, Wi-Fi, acesso fixo sem fio, redes móveis e satélites podem atuar de forma complementar para promover uma conectividade significativa, acessível e de qualidade.
Ao concluir sua participação, Erich enfatizou que a inclusão digital depende de políticas públicas que integrem regulação, concorrência e uso eficiente do espectro, estimulando a inovação e a atuação dos provedores regionais para ampliar a conectividade e reduzir as desigualdades digitais.

Gestão do 6GHz e o futuro da conectividade em debate
O Global Summit 2026 reuniu reguladores, representantes de organizações internacionais e especialistas do setor para discutir os desafios da gestão do espectro e seus impactos sobre a concorrência, a inovação e a expansão da conectividade. A programação incluiu uma sessão dedicada aos reguladores, realizada em 20 de outubro, voltada ao intercâmbio de experiências e perspectivas sobre políticas regulatórias e gestão do espectro radioelétrico.
Entre os temas em destaque estiveram o futuro da faixa de 6 GHz, as tendências do Wi-Fi, as possibilidades de compartilhamento do espectro e a coexistência entre diferentes tecnologias. As discussões ainda abordaram os desafios de conciliar a crescente demanda por conectividade com o uso eficiente dos recursos espectrais, considerando as necessidades das redes móveis e das tecnologias de acesso sem fio.