O diretor-presidente da Abrint, Breno Vale, participou do Workshop de Comunicações via Satélite, LEO, NTN e 5G/6G, promovido pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí (MG). O evento reuniu especialistas, empresas, entidades e representantes do setor para discutir o papel das novas tecnologias satelitais na evolução das comunicações e sua integração com as redes móveis de nova geração.
Durante sua participação no painel “Iniciativas brasileiras em comunicação via satélite”, Breno destacou que o futuro da conectividade no Brasil não será sustentado por uma única tecnologia, mas pela combinação inteligente de diferentes infraestruturas. Segundo ele, fibra óptica, rádio, redes móveis, satélites de baixa órbita (LEO) e arquiteturas NTN (Non-Terrestrial Networks) devem atuar de forma complementar dentro de uma estratégia nacional de conectividade.
Em sua apresentação ressaltou que o país já possui uma base sólida de banda larga fixa, construída em grande parte pelos provedores regionais. Segundo Breno, qualquer debate sobre a expansão das soluções satelitais deve reconhecer o papel desempenhado por milhares de empresas locais que investiram em infraestrutura de fibra óptica, redes de rádio, suporte técnico e atendimento em municípios de todos os portes.
Outro ponto importante a ser abordado é a posição dos provedores nesse novo cenário tecnológico. De acordo com o presidente, essas empresas poderão assumir posição de protagonismo nesse novo ambiente, devendo ser posicionadas como protagonistas e integradoras locais de conectividade, aproveitando sua proximidade com os clientes, conhecimento do território e capacidade de instalação, manutenção e suporte.
Além disso, entre as principais bandeiras defendidas pela Abrint, Breno destacou a neutralidade tecnológica, a isonomia regulatória e a segurança jurídica. Na avaliação do presidente, a inovação deve ser estimulada sem gerar assimetrias competitivas entre empresas que prestam serviços equivalentes. “Não somos contra novas tecnologias. Pelo contrário: os provedores regionais sempre foram protagonistas da inovação no interior do Brasil. O que defendemos é que a inovação venha acompanhada de equilíbrio, responsabilidade regulatória e respeito a quem investe no território”, afirmou.
Ao encerrar sua participação, Breno reforçou que o satélite não deve ser encarado como substituto automático das redes terrestres, mas como uma camada adicional capaz de ampliar o alcance da conectividade brasileira. “Satélite é bem-vindo quando vem para somar. O Brasil conectado do futuro não dependerá de uma única rede, mas da integração entre todas elas”, concluiu.